35 anos formando campeões e caráter no Ceará
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Desenvolver o ser humano por meio das artes marciais, cultivando disciplina, respeito e superação pessoal — dentro e fora do tatame — seguindo os princípios do Karatê-Dô como caminho de vida.
Ser referência no ensino do Karatê Shotokan no Ceará, com professores formados pelo próprio dojô, unidos pela convicção de que uma associação forte é feita por várias mãos.
A Associação de Karatê Bandeirante foi fundada pelo Professor Jacinto Wilson Alves de Oliveira em 1990, no bairro de Messejana, em Fortaleza/CE. O nome "Bandeirante" foi inspirado no local do primeiro Dojô — a Associação Comunitária do Residencial Bandeirantes. O registro junto à Federação Cearense de Karatê (FCK) ocorreu em 1995.
Jacinto Wilson iniciou a prática do Karatê em 1985, aos 11 anos, com o Professor Cleiton Albuquerque, na KC3L. Chegou à faixa preta em 1994 sob orientação do Professor Luiz Carlos Cardoso (Karatê Clube Verdes Mares), e obteve suas graduações até o 6º Dan pela CBK. A ASKABA é filiada à FCK e à Confederação Brasileira de Karatê (CBK).
Entre 2015 e 2024, a ASKABA realizou mais de 1.500 graduações. Atualmente, com 13 núcleos, 16 faixas pretas e professores dedicados, a ASKABA é maior que muitas federações.
Jacinto Wilson inicia o Karatê, aos 11 anos, com o Prof. Cleiton Albuquerque na KC3L, bairro Montese.
Jacinto é acolhido pelo Prof. Luiz Carlos Cardoso no Karatê Clube Verdes Mares, referência do Karatê cearense.
Fundação da ASKABA no bairro de Messejana — espaço da Associação Comunitária do Residencial Bandeirantes.
Jacinto conquista o Shodan (1º Dan) e prossegue nas graduações até o 3º Dan.
Registro oficial na FCK. Dojô transferido para o bairro Vila Manoel Sátiro.
Primeiro faixa preta da ASKABA: Hudson Fernandes, oriundo do Colégio Guri (desde 2003).
Prof. Jacinto conclui a graduação em Educação Física e pós-graduações em Cinesiologia e Treinamento Desportivo.
Inauguração da sede própria na Rua Itajuípe, 255, Planalto Ayrton Senna, Fortaleza.
Novo programa de graduação. Exames passam a ser semestrais. Início dos núcleos em escolas parceiras.
Primeiro exame de faixa preta na sede: Antônio Alves e Jadson Wilson conquistam o Shodan.
Ano recorde: seis novos Shodans. Julyana Maria e Clara Beatriz — primeiras mulheres faixas pretas da ASKABA.
35 anos de história. ASKABA presente em 13 núcleos, com 16 faixas pretas formados.
| Nº | Nome | Sexo | 1º Dan | 2º Dan | 3º Dan | 4º Dan | 5º Dan | 6º Dan | 7º Dan | Grau atual | Nº CBK |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Jacinto Wilson Alves de Oliveira | M | 21/12/1994 | 30/08/1997 | 17/12/2000 | 12/12/2006 | 20/04/2013 | 30/04/2019 | 20/12/2025 | 7º Dan | 06.0050-7 |
| 2 | Adalberto Hudson Fernandes de Carvalho | M | 07/02/2009 | 16/03/2013 | 03/07/2016 | 13/12/2020 | 20/12/2025 | — | — | 5º Dan | 06.0038-5 |
| 3 | Áquila de Melo Sales Brito | M | 05/02/2011 | 10/12/2016 | 02/06/2022 | — | — | — | — | 3º Dan | 06.0065-3 |
| 4 | Manoel Leonardo Petras Lobo Guerra | M | 27/09/2014 | 18/12/2022 | 18/12/2022 | — | — | — | — | 3º Dan | 06.0170-3 |
| 5 | Jadson Wilson Lima Alves de Oliveira | M | 03/07/2016 | 18/12/2022 | 20/12/2025 | — | — | — | — | 3º Dan | 06.0301-3 |
| 6 | Bruno Araújo Martins | M | 22/12/2018 | 02/06/2022 | — | — | — | — | — | 2º Dan | 06.0438-2 |
| 7 | Julyana Maria Andrade da Silva | F | 02/06/2022 | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | 2º Dan | 06.0615-1 |
| 8 | Pedro Paulo Carneiro de Medeiros | M | 02/06/2022 | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | 2º Dan | 06.0609-1 |
| 9 | Anderson Caetano Sousa Uchôa | M | 27/09/2014 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0169-1 |
| 10 | Igor Melo Benevides | M | 19/12/2015 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0249-1 |
| 11 | Antônio Alves de Oliveira | M | 03/07/2016 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0331-1 |
| 12 | Reinaldo Richard Portela | M | 22/12/2018 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0437-1 |
| 13 | Adnilson Lima Maia | M | 02/06/2022 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0614-1 |
| 14 | Matheus de Azevedo Queiroz | M | 02/06/2022 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0610-1 |
| 15 | Tales Sato Moura Cavalcante | M | 02/06/2022 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0613-1 |
| 16 | Clara Beatriz Albuquerque Collyer | F | 02/06/2022 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0612-1 |
| 17 | Denison Vasconcelos Alves | M | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0786-1 |
| 18 | Arthur Alves Oliveira | M | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0788-1 |
| 19 | Saulo Sato Moura Braga Cavalcante | M | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0787-1 |
| 20 | Lucas Vilar Morais Santos | M | 20/12/2025 | — | — | — | — | — | — | 1º Dan | 06.0789-1 |
O Bubishi é um manual de combate chinês, considerado um dos primeiros livros a compilar de forma didática temas como medicina chinesa, etiqueta, espiritualidade e Kung Fu (estilos dos Punhos do Monge e da Garça Branca). Há duas versões: a mais antiga, da Dinastia Ming (1366–1644 d.C.), compilada pelo General Mao Yuanyi, reúne em 240 capítulos informações de mais de 2.000 livros. A segunda versão, da Dinastia Qing (1644–1911 d.C.), chegou a Okinawa e ficou conhecida como a "Bíblia do Karatê".
Patrick McCarthy, 9º Dan de Karatê Koryu Uchinadi e autor da versão comentada do Bubishi, lista 10 teorias de como o livro chegou às mãos dos antigos mestres de Okinawa — entre elas, a fuga de monges do Templo Shaolin após incêndio em 1674, mestres de Kung Fu da província de Fujian que ensinaram em Okinawa, e o clã Kogusuku, com vínculos em Fuzhou desde 1392.
O povo de Okinawa descende de habitantes da ilha meridional do Japão, Kyushu. O arquipélago de 169 ilhas com cerca de 1.000 km² ocupou posição estratégica entre Japão, China, Taiwan e Coreia. Em cada uma de suas três regiões principais se desenvolveu um estilo de Tê (mão): Shuri-Tê (norte, região da família real), Naha-Tê e Tomari-Tê (sul).
Em 1393, estabeleceu-se em Kuninda (Naha) a missão chinesa conhecida como As Trinta e Seis Famílias, trazendo pela primeira vez as tradições chinesas de luta de forma sistemática. Em 1507, o rei Shin Sho proibiu o porte de armas, forçando o desenvolvimento do combate sem armas. Em 1609, o clã Satsuma invadiu Okinawa, dando início a 270 anos de ocupação que impulsionaram a evolução clandestina das técnicas.
Os três estilos levavam o nome do lugar onde eram praticados. O Shuri-Te foi refundado por Anko Itosu (1832–1915), que introduziu o karatê no currículo escolar de Okinawa em 1901, criou a série Pinan (atual Heian) e preparou a geração que levaria o karatê ao Japão. O Naha-Te, de Higaonna, daria origem ao Goju-Ryu. O Tomari-Te, de origem mais obscura, acabou absorvido pelas demais escolas.
Gichin Funakoshi (1868–1957), aluno de Itosu e Azato, é considerado o pai do Karatê moderno. Nasceu em Yamakawa (Shuri) no 1º ano da Era Meiji. Em 1922, levou o karatê para o Japão continental, apresentando-o em Tóquio sob patrocínio do Ministério da Educação. Transformou a arte de combate em um sistema de educação do caráter — o Karatê-Dô ("caminho da mão vazia"). Seu pseudônimo literário "Shoto" (pinheiros ao vento) deu nome ao estilo Shotokan.
Funakoshi atualizou os nomes dos kata para o japonês: Pinnan I–V passou a Heian I–V, Naihanchi a Tekki, Passai a Bassai, Kushanku a Kanku, entre outros. Seu filho Yoshitaka "Gigo" Funakoshi foi o grande modernizador: criou os chutes Yoko-Geri, Mawashi-Geri e Ushiro-Geri, posturas baixas e o conceito de kekomi/keage.
Em 1922, ocorreu a 1ª edição dos jogos desportivos do Ministério da Educação em Tóquio. Funakoshi representou Okinawa e, seduzido pelo interesse gerado, decidiu permanecer. Em 04 de junho de 1922, realizou apresentação para judocas no Kodokan, a convite do mestre Jigoro Kano. As primeiras aulas ocorreram no dormitório Meisei Juku.
Em 12 de abril de 1924, foram graduados os primeiros Yudansha: Antei Tokuda (Nidan) e os Shodans Otsuka, Kasuya, Gima, Akiba, Shimizu e Hirosei. Em 1924, foi fundado o 1º Clube de To-de na Universidade Keio. Hironori Otsuka, aluno da 1ª turma, viria a fundar o estilo Wado-Ryu.
Em 1935, o Dai Nippon Butokukai reconheceu o Karatê-Dô como Budô. Na primavera de 1936, os alunos construíram o primeiro Dojo de Funakoshi em Zoshigaya, Tóquio — o Dojo Shotokan, Honbu Dojo oficial. Em 1936, Masatoshi Nakayama iniciou a prática na Takushoku — ele seria o personagem mais importante do Shotokan após Funakoshi.
Em 1934, Otsuka foi desligado após desentendimentos e fundou sua própria escola, que viria a se chamar Wado-Ryu. Em 10 de março de 1945, o Dojo Shotokan foi destruído por bombardeio. Em 24 de novembro de 1945, faleceu Yoshitaka "Gigo" Funakoshi, de tuberculose.
Em 27 de maio de 1949, foi fundada a JKA — Japan Karate Association (Nihon Karate Kyokai – NKK), com Funakoshi como conselheiro técnico e Masatoshi Nakayama como Instrutor-Chefe. Em 1955, Nakayama desenvolveu o Shidoin Geiko, curso de formação de instrutores que padronizou o ensino do Shotokan e o exportou para o mundo inteiro.
Em 26 de abril de 1957, faleceu o Mestre Gichin Funakoshi, de pneumonia. No mesmo ano, foi realizado o 1º All Japan Karate Championship. Em 1955, Mitsusuke Harada desembarcou em São Paulo — o pioneiro do Karatê Shotokan no Brasil, com aval direto do Mestre Funakoshi.
A JKA enviou instrutores formados pelo Shidoin Geiko para todo o mundo: Kanazawa para o Havaí e Inglaterra, Enoeda para a Inglaterra, Kase para a França, Shirai para a Itália, Nishiyama para a Costa Oeste dos EUA, Okazaki para a Costa Leste. Em 1964, por decreto do Imperador Hirohito, nasceu a JKF para unificar os estilos.
O Karatê chegou ao Ceará em 1965 através do Capitão Joaquim Antônio Maia Martins (1937–2000), de Quixeramobim. Formado na Academia Agulhas Negras (RJ), Maia Martins chegou ao 23º BC em Fortaleza com faixa verde. Seus primeiros alunos foram: José Barbosa Junior (Boinha), Aldenir de Castro, Wilson Cavalcante, Luisão, Gilson Wayne, entre outros. Em 1969, Maia Martins tornou-se o 1º faixa preta do Ceará.
Em 3 de outubro de 1968 foi aprovado o Estatuto da ASKACE — 1ª entidade oficial do Karatê no Ceará.
Em 10 de outubro de 1970, foi fundada a WUKO (World Union of Karate-Do Organizations) com 33 países, e realizado o 1º Campeonato Mundial em Tóquio. Em 1978, Hirokazu Kanazawa, expulso da JKA, fundou a SKIF — Shotokan Karate International Federation, presente hoje em 130 países.
Em 1971, ocorreu o 1º Campeonato Cearense no Círculo Militar de Fortaleza. Campeão: Heraldo Lobo. Em 1972, foi fundada a ASKAFOR (José Rodrigues Ximenes) e em 1976 o Karatê Clube Verdes Mares (Luiz Carlos Cardoso). Os primeiros faixas pretas foram graduados: Gilson Weyne, Heraldo Lobo e Roberto Cesar (1973).
Em 15 de abril de 1987, faleceu Masatoshi Nakayama (9º Dan), criador do Shidoin Geiko e maior responsável pela difusão mundial do Shotokan. Após sua morte, a JKA se dividiu entre os grupos de Asai e Nakahara. Em 11 de setembro de 1987, foi fundada a CBK — Confederação Brasileira de Karatê, com Fauzi Abdala como presidente.
Em 12 de novembro de 1983, foi fundada a FCK — Federação Cearense de Karatê, com Pedro Gomes como presidente e José Rodrigues Ximenes como Diretor Técnico. O Ceará entrou no cenário nacional: em 1988, Francisco Leandro tornou-se o 1º campeão brasileiro cearense e integrou a Seleção Brasileira no IX Mundial da WUKO no Egito.
Em 1992, a WUKO alterou o nome para WKF — World Karate Federation. Em 1999, o COI reconheceu a WKF como única entidade do Karatê mundial. Em 2021, o Karatê estreou nos Jogos Olímpicos de Tóquio como esporte de exibição — Ryo Kiyuna (Japão) venceu o ouro no Kata masculino e Douglas Brose (Brasil) é 3x campeão mundial no Kumitê -60kg.
Em 1995, a Associação de Karatê Bandeirante foi registrada na FCK. Em 2009, Hudson Fernandes tornou-se o 1º faixa preta formado pela ASKABA. Em 2013, inauguração da sede própria. Em 2022, ano recorde com 6 novos Shodans. Em 2025, 35 anos de história ininterrupta com 16 faixas pretas e 13 núcleos ativos.
Em 21 de agosto de 2025, a CBK concedeu o 10º Dan a Denilson Caribé de Castro (in memoriam), Patrono do Karatê Brasileiro — primeiro brasileiro a alcançar tal graduação.
Funakoshi estabeleceu 20 preceitos que norteiam a filosofia do Karatê-Dô. Os mais conhecidos:
Esses princípios fundamentam a filosofia da ASKABA até hoje.
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